Eis aqui a minha primeira entrevista com um blogueiro de renome.
Pretendo que esta prova do meu ócio (ou, para alguns, prova de hiperatividade), dure mais nove semanas. A cada semana, um blogueiro que eu admiro será entrevistado por minha gente (não é sinônimo de “pessoa”? Então ta certo, ué).
O entrevistado da semana é o Eightbits (do S&H), e você saberá mais sobre ele durante a entrevista sensacional que eu tive com ele nesse último fim de semana.
Matheus: O S&H aparenta ser um dos blogs mais atualizados da blogosfera, e talvez por isso seja um dos maiores do país. Você tem 29 anos, trabalha e, provavelmente, tem filhos e uma vida social agitada. No meio de tudo isso, será possível que ainda dê tempo de você escrever no S&H todos os dias? Eightbits: Bem… Na verdade, hoje já estou com 31 anos, e já faz quase um ano que deixei meu emprego para me dedicar exclusivamente ao blog. Isso foi legal por que me permitiu trabalhar em casa, próxima a minha filha; antes disso eu quase não a via. Isso também me ajudou a terminar esse último ano da faculdade. Mas mesmo assim passo muito tempo do dia garimpando e tentando resolver os problemas do blog.
Tem premiação chegando no Epifania! O “FS&E Awards 2008″ é, basicamente, uma premiação de séries americanas e um pouco de séries nacionais. A partir de uma parceria com o Filmes e Séries, a premiação poderá ser acompanhada no site parceiro e aqui no Epifania (daí o nome Filmes e Séries &Epifania Awards).
O ano de 2008 foi, sem dúvida, o ano em que eu mais acompanhei, conheci, gostei e avaliei seriados (a maioria, americanos).
A TV a cabo no Brasil falhou muito ao exibir, após longos meses, as novas temporadas de muitas séries. E é justamente esse um dos motivos da recorrência ao download. Mas, por sorte, isso não atrapalhou meu contato com as melhores séries à serem avaliadas.
Bom, vamos aos nomeados!
Melhor série de drama
Lost
House
Dexter
Desperate Housewives
Breaking Bad
Nip/Tuck
Brothers & Sisters
Eleventh Hour
Melhor série de comédia
Pushing Daisies
The Office
Two and a Half Men
Ugly Betty
30 Rock
The Big Bang Theory
Weeds
Scrubs
O canal americano ABC Family exibiu sneak peeks do filme Harry Potter and Half-Blood Prince, que estréia no dia 17 de Julho 2009. O programa foi dividido em cinco partes, que você pode conferir abaixo (em inglês):
Disney é sempre sinônimo de qualidade. Mas não é só ela que nos traz boas animações. Muito pelo contrário: muitas empresas (como a DreamWorks) começaram a investir consideravelmente em animações tridimensionais. Essas, por sua vez, fazem de tudo para superar as animações da concorrente. E, algumas vezes, até conseguem. Ou acabam chegando próximo. Muito próximo.
Madagascar (2005/DreamWorks): Como já dito na matéria anterior, Madagascar “inspirou” o fracasso da Disney The Wild. O interessante é que, mesmo a Disney se esforçando para mostrar que a idéia era deles, e mesmo usando toda aquela sofisticação da empresa, quem acabou levando a melhor foi Madagascar. Aliás, a continuação da animação estréia esse mês, e já é de se esperar mais outros sucesso.
Shrek/Shrek 2/Shrek the Third (2001/2004/2007/DreamWorks): A trilogia de Shrek é sensacional. A idéia de satirizar contos de fadas é originalíssima. Alguns elementos nos três filmes, como a presença de travestis, só fazem-me imaginar ainda mais que Shrek não é apenas para adultos. Mas espera um pouco… Animações não são apenas para crianças, certo?
A minha paixão por animações não é de hoje. Desde criança, sempre adorei animações. Especialmente as da Disney, pois essa sempre produz tudo o que eu valorizo num filme: bom roteiro, boa trilha sonora e um bom formato. A Walt Disney, desde a segunda metade dos anos noventa, vem surpreendendo-nos com suas animações em 3D sensacionais (que pouco são somente para crianças). Toy Story é o primeiro filme em 3D do mundo. Mas esse é apenas um dos títulos que ele leva. Toy Story é uma fantástica obra. Foi ele que desencadeou toda uma nova dimensão do cinema: animações em 3D.
A empresa investe alto nas animações na terceira dimensão, o que não quer dizer que sempre me impressionam.
Monsters Inc.: Essa é, talvez, a animação que eu mais assisti até agora. E que, talvez, eu nunca me cansarei de ver. Toda essa infantilidade no longa não passa de um disfarce da sociedade: o desconhecimento, seguido da hipótese, seguido da abolição, proibição e do julgamento. Não entendeu? Assista, ué!
A Bug’s Life: Ótimo filme. Ao contrário dos filmes infantis de que estamos acostumados, A Bug’s Life é um drama com comédia (e não o contrário). A Bug’s Life, incrivelmente e notadamente, desencadeou toda uma “era” de animações sobre as simpáticas, relativamente adoráveis e pequeninhas formigas. Plágio, puro plágio.
Priscila Leone Novaes (ou simplesmente “Pitty”) deu início à sua carreira “dependente” com o lançamento do álbum “Admirável Chip Novo”, que é um bom disco, por sinal. Músicas empolgantes, letras que seguem uma história e, entre uma faixa e outra, Pitty firmou-se como uma grande cantora de rock do Brasil com apenas esse disco. Os fãs sabem muito bem que as raízes da cantora eram o que a influenciavam mais. Até faz sentido: antes do sucesso do primeiro disco, a cantora tinha uma banda chamada Inkoma, que pouco fez sucesso. Nem ao menos pediu por isso. Mas era rock. Em sua mais pura (e, às vezes, até amarga) forma.
O seu segundo disco foi o “Anacrônico”. Faixas como “Dèjá Vu”, “Guerreiros são Guerreiros” e “Memórias” não entediaram os fãs. Muito pelo contrário: ao ver que Pitty continuava sendo o que era (rockeira de extremo bom gosto), fãs de todo o Brasil só pediam por mais uma dose.
Mas não foi o que a banda vos/nos deu. Pitty, como nos primórdios de sua antiga banda, não pediu por sucesso e mais admiração com o CD “Desconcerto – Ao Vivo”. As músicas do seu último disco são inegavelmente boas. Mas a banda trouxe pouquíssimo material novo. Canções como “Pulsos” até são empolgantes, mas empolgação dura pouco quando parece que nada mais vai ser lançado. Ainda esperamos por um disco realmente bom, assim como “Admirável Chip Novo”.
O problema é se a banda acha mesmo que canções terríveis como “Lágrimas Pretas” trazem o mesmo que os clássicos do passado da sua carreira (“Equalize”, “Admirável Chip Novo”…). “Lágrimas Pretas” é uma das ultimas músicas que a banda lançou um bom tempo depois da gravação do último e lastimável álbum.
Os fãs esperam, é claro, mais que um simples “álbum”. Querem material bom, de qualidade. A cantora e a banda em si têm um bom álibi, e, com certeza, é extremamente capaz de gravar algo bom. Bom de verdade.
Beleza não é tudo. Mas, em certas ocasiões, acabamos por voltar nossa atenção à séries com um belo elenco. Nem sempre se trata de atores bonitos, mas sim de grandes atores.
Abaixo, uma lista das mais belas atrizes que participam de séries de TV.
Mariska Hargitay (como Det. Olivia Benson em Law & Order: SVU): A primeira coisa que me chamou a atenção em SVU foi a atriz que interpreta a detetive Olivia Benson. Além de linda, Mariska Hargitay (foto) é uma atriz fenomenal.
Anna Friel (como Charlotte ‘Chuck’ Charles e Pushing Daisies): Uma série maravilhosa não deixaria de contar com atores e atrizes maravilhosos. Anna Friel é linda e ótima atriz.
Como muitos que acompanham o Epifania sabem, sou louco por séries de TV. Não há um dia sequer que eu passe sem assistir uma série que eu goste (clique aqui para saber mais).
Quando eu assisto uma série, analiso minunciosamente absolutamente tudo: do elenco ao roteiro. Pois, para mim, uma boa série não é só feita de rostinhos bonitos no elenco e roteiristas famosos. Um exemplo disso é Six Degrees, do veterano J.J. Abrams (Fringe, Lost, Alias), que representa um fracasso para a produtora, além de ter decepcionado os fãs e desvalorizado Abrams.
Abaixo, segue uma lista de aberturas bonitas, bem executadas e bem pensadas feitas para séries de TV (que podem ser ruins ou boas).
Six Feet Under (HBO): Uma das melhores séries de todos os tempos! É uma das séries mais injustiçadas pelo Emmy, já que conta com um elenco magnífico e um roteiro explêndido. Sem falar na abertura, que eu considero a melhor de todas.
Dexter (FX): Dexter, certamente, adquiriu sucesso mundial devivo ao seu roteiro impecável, principalmente. O mesmo se compara à abertura: original e chamativa.
Que Hugh Laurie é um ótimo ator todos nós sabemos. Mas o que, pelo menos eu não sabia, era que o ator, além de se destacar no sua atual profissão, também é um ótimo imitador (confira o vídeo abaixo).
A música é “Hey-Jude”, dos Beatles. E esse vídeo foi tirado do programa de humor A Bit of Fry and Laurie, apresentado por Hugh Laurie e Stephen Fry de 1989 até 1995.
Acredite se quiser: ainda existe programas “assistíveis” na TV aberta. E não pense que são novelas, não. Muito pelo contrário: todas as novelas exibidas atualmente não passam de meras repetições dos temas das anteriores: boazinhas que na verdade são as vilãs, conflitos familiares e clichê tipicamente brasileiro da violência, miséria e um drama de continuidade sem sentido que, muitas vezes, é apenas uma desculpa pra dar audiência. Esses e outros inúmeros temas estão há anos sendo exibidos no horário nobre, intupindo a cabeça do humilde telespectador brasileiro de besteiras e inultilidades. Mas se é pra mostrar bobagem, que seja de forma atraente, sofisticada e bem feita (o que raramente iremos presenciar em meio ao lixo da TV aberta).
CQC (Bandeirantes): O Custe o Que Custar surpreende em muitos sentidos. Seja no jornalismo fiel e dinâmico ou na cronologia do programa, o CQC sai na frente e ganha o título de melhor programa de humor (jornalístico) do Brasil. Não me contenho em dizer que o programa mudou o modo como vejo a Bandeirantes (que antes, para mim, não passava de um SBTzinho piorado).
Programa do Jô (Rede Globo): É um dos únicos programas da Globo que ainda assisto. Alto teor de bom humor e bom gosto se intercalam junto à um entrevistador que sempre tende a influenciar outros. Mas o que mais me surpreende é o formato das intrevistas: Jô Soares consegue puxar (um bom) assunto até com cantores anônimos e atores irrelevantes.
Toma Lá da Cá (Rede Globo): Nunca vi um sitcom da Globo tão explêndido. Noto que a ótima qualidade do seriado se compara, sem dúvida, a muitos que estamos acostumados de acompanhar na TV paga (como Two and a Half Men e Friends). Nota 10 para o roteiro e a escolha dos atores!
Café Filosófico (TV Cultura): Sofisticado e bem apresentado. É o único programa que me faz entender grandes mentes da filosofia, por exemplo. Não só da filosofia. Grandes escritores de outros gêneros e grandes cineastas estão sendo sempre discultidos e comentados por outros grandes artistas.
15 Minutos (MTV): Imitações, paródias, reflexões (?) e entretenimento são os grandes temas do programa da MTV (agora na TV aberta), apresentado pelo jornalista Marcelo Adnet, que talvez seja, atualmente, o melhor apresentador do canal. Adnet está sempre criando moda. A mais famosa (e memorável) é a canção “Furfles Feelings”, que ganhou grande destaque no VMB desse ano.
Ainda que a Globo se diga de “qualidade”, nem aqui (Pará), nem em São Paulo, Rio de Janeiro e provavelmente nem na China (!), vemos esse “Q” de qualidade. Eis o “X” da questão…